A Mulher Selvagem

A Mulher Selvagem é inteira em si mesma. Ela não precisa da aprovação alheia para que se sinta segura de suas decisões. ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀
Ela fareja e encontra o caminho... e se lhe pedem explicações, ela diz que sente, pressente, intui, vislumbra... e só por isso sabe.

Seu saber vem de um lugar que ela mesma desconhece, um útero, um coração, um suspiro, um arrepio. De um lugar que não tem nome pois a mente não o define, não o controla, não decodifica.

Um saber que vibra e reverbera sem deixar traços de dúvidas; trazido pelas bênçãos de sussurros ancestrais.⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀
A Mulher Sagrada pertence a si mesma; caminhando sobre suas próprias pernas, se responsabilizando por suas escolhas e sustentando seus rezos. ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀
Ela honra seus erros e se coloca em gratidão diante de seus acertos. Em desidentificação, chora e ri com a mesma verdade.
Em entrega, dança com a mesma potência os seus saltos e os seus tropeços.⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀
Ela conhece de seu útero, conhece de seus ciclos; por isso reconhece a inconstância de ser, entre tantas mortes e renascimentos.
Ela se reconhece em todos e em tudo, relembrando em sua humanidade simples e oca, que ela é a manifestação divina e perfeita de tudo o que há.

Por Morena Cardoso, criadora e facilitadora da #DanzaMedicina

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